O livro Arte de furtar,edição Melhoramentos, com sua 2º e talvez última reedição em 1951,autoria muito discutida (muitos autores), sendo que a 1ª edição foi 1652 (manuscrito),com muitos erros dos copistas,arbitrariedades cronológicas,e sendo a "Arte de Furtar" um depoimento dos costumes portuguêses seiscentistas ou da vida social da época,é um processo repressivo contra desmandos administrativos.
É verdade que trata-se de peças teatrais, mas isto nos faz refletir que não é um tema atual as corrupções,roubos e desmandos.Transcrevo título do cap. IV, pg XIII:"como os mayores ladroens são, os que tem por officio livrar-nos dos mesmos ladroens.p.12".E ainda:cap.IX,pg XIV"Como se furta, a titulo de beneficio.p.31", e por ai afora.
Isto nos leva a pensar: onde esta a teoria da evolução? qual a evolução se continuamos sentindo na pele os mesmos absurdos e ainda com mais violência gratuíta,o terror de vivermos presos em nossos mundinhos imaginando-nos protegidos até que nos aconteça o pior.Melhor naõ pensar...
Até que ponto compactuamos com este quadro, por medo,marasmo,conveniências ou mil motivos que nos acalma a consciência, nos faz imaginar que só os outros são culpados e nunca nós, é bem mais fácil...
Incrivel mas hoje temos que ficar agradecidos quando vamos ao trabalho e voltamos vivos, quando isto deveria ser a lógica, mas alguma coisa tem lógica hoje em dia...
Ma vamos sonhar.
SONHAR
Feche os olhos e sonhe
Devaneie por muitos lugares
Ouse muitos caminhos
Navegue por muitos mares
Durma, durma o sono da esperança
Sonhe as alegrias inimagináveis
Por que nestas andanças
Encontrará realizações incansáveis
Repouse os sonos dos lutadores
Busque as glórias almejadas
Entre lutas e gladiadores
Gladiadores das almas estéreis
Que vivem só de louvores
Sonhe, sonhe mesmo acordado
Buscando muitas realizações
Pois no mundo de faz de conta
Também vale o coração
Sandra
Um comentário:
Existe um certo autor, do qual não sou nenhum pouco afeto, que escreveu algo como " O mito do eterno retorno"... não sei mesmo se a temática daquela obra coaduna com suas colocações, mas, creio que, a imbecilidade da coletividade humana perpassa por sua infindável necessidade de acumulação de capital, da desvalorização do ser humano e da trasnformação de carêncas em invisibilidades... parabéns pelo texto e pela poesia... continuemos assim, buscando re-aproximar os homens de sua essência divina!
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