sábado, 31 de outubro de 2009

Tropicalismo II

Sendo o homem um mamímero antropomorfo, deve ter, como os antropóides, uma origem tropical, sem perder de vista que as fronteiras do Trópico tem avançado e recuado. A origem tropical parece indicada também por sua adaptação para andar nu somente em climas tropicais; o homem não poderia ter sobrevivido na zona dos invernos gélidos de dias curtos antes de ter descoberto o fogo.

O povoamento do atual Não-trópico se efetuaou em épocas interglaciárias quando o Trópico avançou rumo ao norte e fez recuar os gelos que cobriam Eurásia e América do Norte.

Esfriando-se as latitudes médias, se iniciou a cultura das cavernas e a adaptação do homem à escuridão, e assim como crescem cogumelos brancos saprófitos sob as pedras e plantas pálidas nos dejetos dos morcegos, nasceu a raça branca. Fora de seu ambiente ótimo natural que foi seu centro primário de origem, o homem das cavernas desenvolveu suas características de insegurança, angústia e agressividade em sua longa e desesperada luta na procura da energia solar, como tem sido apresentado genialmente por DuBois, W.E.B; com poucas exceções, as guerras européias tiveram duas causas: as lutas por território e poder na própria Europa e as determinadas pela repartição do controle do trópico.

Encontramos surpreendentes relações ao estabelecer um paralelismo entre os hábitos dos povos e os das árvores das zonas tropicais e não tropicais.

O predominio da vegetação herbácea e a lenta recuperação da vegetação arborescente dão ao homem nórdico uma impressão de dominação sobre a natureza, já que tem podido destruir a vegetação natural para impor seus cultivos. Os invernos gélidos e a vegetação raquítica deram ao homem da zona ciclônica o impulso ou desejo de lutar contra a natureza, desejo que tem culminado na luta do homem contra o homem e do indivíduo contra si mesmo. O Homem tropical, sob suas imensas abóbodas e mares de verdor, tem outra atitude que parece passiva frente à natureza magnífica da qual ele é uma parte mínima.

A atitude tropical, oposta à lei dos conquistadores, não significa também não a falta de aplicação inteligente do gênio e do trabalho humanos;sequer no plano dos carnívoros e répteis é a força bruta medida em quilogramas a que dá a vitória ao vencedor.

A unidade cultural é mais evidente em seus aspectos negativos: enfermidades, miséria e ignorância em circulo vicioso, resultado da servidão às potências militaristas e mercantilistas do não-Trópico que tem convertido as regiões tropicais nos arrabaldes do mundo.

amanhã continuares com Tropicalismo III - A Civilização Tropical.


E para refletir:

"Se queres a paz do espírito então crê. Se desejar a verdade, então procura". Nietzsche.

Inté...

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