DIVAGAÇAO NOTURNA
J.Yepes A.
No silencio da noite escuto uma ave cantar.
Será uma ave?
Não sei.
Então o que será?
Não faço idéia. Talvez algum outro animal.
Certamente, algo tem que ser.
Ou será a minha mente que configura fantasmas?
Mas fantasmas não existem.
Isso é certo.
É certo? Quem te deu essa certeza?
Eu acho.
Achar não é certeza. É palpite e palpite é tolice, é besteira, é falsidade.
Então o que será?
O que será o que, o canto ou o fantasma?
Pêra ai, já ta complicando.
Claro, complicar é o propósito. É a través da complicação que vem a dúvida e com ela a procura. Assim nasce o conhecimento.
E o conhecimento é tudo?
Talvez sim, talvez não. Depende do que queres alcançar.
Alcançar? Como assim?
Se, O conhecimento ou te leva ao domínio de coisas do mundo material, se te arrastas na procura da informação racional ou dita científica, ou te eleva em níveis de consciência, se procuras ou consultas o teu EU interior, através da tua intuição.
Intuição, já complicou de novo. O quê é isso? Como se consegue isso?
In tui cão, é uma manifestação do teu conhecimento interior. É o resultado da tua procura dentro de ti mesmo. É a ação que se pratica dentro de tua própria mente, despertada pela ação do teu sentimento profundo de querer saber ou conseguir algo. É o resultado da consulta feita aos arquivos que tens guardado nas diversas caminhadas nas dimensões presentes no espaço infim.
E no tempo?
Não necessariamente. O tempo somente existe em determinadas dimensões.
E o espaço não é correlato com ele?
Depende da dimensão.
Mais uma. Agora não entendo nada. Então o que é a dimensão?
Essa pergunta é a chave de todo o nosso conflito. Dimensões não são formas, não são tempos nem espaços. As dimensões são estados de consciência nos quais se encontra a nossa mente num determinado momento, seja este temporal ou não.
Epa! Podem existir momentos que não sejam de tempo?
Momentos são estares.
Mas estar, implica existência de espaço e de tempo.
Pode ser, pode não ser, é ai a importância de entender a relatividade de todo.
Relatividade? E o que é isso? Você só complica mais o que já é complicado demais. Não está embromando-me?
Se não sabes as bases do elementar, como queres saber a complexidade das mesmas?
Em primeiro lugar tens que ter paciência. A verdadeira ciência só se atinge na paz. Na tranqüilidade do ser. Na absorção da mente no seu próprio ser. E não me digas que não sabes o que é a mente nem o que é o ser.
!!
Como assim, não sabes? Não?
Sei eu. Eu agora acho que não sei nada de nada.
Beleza. Agora podemos, então, começar de novo o nosso diálogo. Repassemos o já dito e complementemos o que for necessário.
Como sempre o Prof. Yepes nos faz pensar...
Inté ...
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