terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fim dos Tempos II

O Futuro da Agua, do Ar e do Átomo:

No mundo existem muitos desertos e muitos poços profundos no oceano que vão armazendando milhões e milhões de toneladas de resíduos radiativos dos grandes centros nucleares. Resíduos que conservam parte de sua atividade, energia suficiente para estar enviando para os quatro pontos cardeais do planeta, radiações mortíferas, durante séculos...
A tecnologia atual não é capaz de aproveitar estes resíduos, ou não é rentável para os grandes impérios econômicos fazê-lo. Os materiais desprezados continuam guardando nos núcleos de seus átomos a suficiente carga para recordar aos homens o estúpido atentado que estamos levando a cabo contra o Universo.

Até poucos anos a água gasta era reposta com a chuva, existindo um constante equilíbrio, mas a contaminação diminui dia a dia a qualidade de muitos depósitos naturais até converter a água em não potável.

O índice de produção-consumo do oxigênio será tremendamente desequilibrado, porque o ciclo natural de regeneração é capaz de satisfazer as necessidades dos animais e das plantas, mas não pode em nenhuma maneira suportar terriveis sobrecargas.

Dentro de alguns anos será difícil continuar respirando, e o homem, talvez protegido por algum invento que lhe dê forças para suportá-lo, contemplará a hecatombe apavorado e consciente de que seu fim já não admite nem a mínima espera.Fim.

Quando nos deparamos com uma leitura como essa que nos faz refletir sobre o que estamos fazendo com nosso planeta, damos um jeito de nos distrair ou mesmo ignorar, pois, o sentimento de culpa por não termos feito nada vai nos machucar. Aí alguns dirão: o que podemos fazer nós pobres mortais perante esse desastre? muito... nas pequenas coisas do dia a dia, todos juntos poderemos modificar esse quadro, é so olhar sem medo...



Bela esta frase de Michel Bosquet: "A humanidade necessitou trinta séculos para tomar impulso; lhe restam trinta anos para parar antes do abismo".

SENTIMENTOS

Já não conta o tempo
Não sente as estações
Tudo é tão lento
E te recusas a emoção...
Já não sabes a que pertence
Não se importa se há guerra
Não se importa com o exterior
Desligou-se das amarras
Do sofrimento, do apego ...
Foram tantos os caminhos
Foram tantas as escolhas...
E agora não resta nem lembrança
Nem passado nem esperança...
O tempo marcou o semblante
O tempo marcou também o coração
E segura com ele o que restou da emoção...

Um comentário:

Tainá disse...

Muito lindo o seu blog... já adicionei aos meus Favoritos!!!!!
Beijos!!!!!