Interessante um resumo de vários textos sobre o fim do mundo.Cedido pelo professor Juan Yepes Agredo:
Temos que ser muito ingênuos a esta altura para pensar que o homem, hábil, dotado de uma inteligência similar à atual, somente existe há vinte ou trinta mil anos. Muito ingênuo ou muito paranóico.
Se nao temos restos suficientes de culturas anteriores e dando por seguro que existiram, podem confundir-se duas razões: uma, que estas culturas desapareceram sem deixar rastros e, outra, que os deixaram, mas ainda não os encontramos. Não se pode assegurar que sejamos os primeiros, mas, com muita probabilidade, não seremos os últimos.
Ignoramos se outras humanidades anteriores à nossa cometeram os mesmos erros que estamos cometendo e essa foi a causa de sua desaparição. Podemos assegurar que: vamos caminhando para a desaparição; não como planeta; nem sequer como espécie, mas sim como civilização.
É algo que todos os que compomos esta sociedade estamos deglutindo dia a dia, ao olhar ao nosso redor. Os sinais são evidentes: sem pessimismos supérfluos está claro que o mundo, como entidade socio-cultural, está sendo desintegrada; digam o que digam as profecias. Levamos anos falando do fim do mundo e não porque termine um milênio, mas por uma espécie de conhecimento inconsciente, de aviso endógeno, de que a situação presente não conduz a lugar algum, de que algo tem que mudar, se não é que já está mudando.
Interessante e muito reflexivo, claro se você acreditar ou achar melhor fazer de conta que não é verdade, da menos estress.Mas amanhã continuando o assunto, falaremos sobre "O futuro da água, do ar e do átomo". E para não perder a oportunidade: um poema sobre o Tempo:
Tempo
É cruel e invencível
Rasga os sonhos
Despe as lembranças
Tornando-nos medonhos
Ah, o tempo sem medida
Que a tudo persegue
Desestrutura a alma
E nada o acalma
Não o vemos
Mas o sentimos
E sabemos que ele
Vai nos destruindo
Negamos a condição
Talvez por preconceito
Pois sempre temos a sensação
De quase nada termos feito
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